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Está ela no pequeno espaço da Galeria Mariana Moura. Lá no canto da sala, ofuscada por telas maiores e mais coloridas. Está lá, humilde e singelamente, aguardando a atenção de visitantes mais observadores, menos grandiosos, mais simples. Lechuga, ao contrário de outras peças encontradas no ateliê, localizado em Boa Viagem, não pretende chamar a atenção de ninguém. Suas cores e suas formas clamam pelo que é mais prosaico na vida cotidiana do ser humano contemporâneo: o seu lar.
Bucolicamente, Lechuga atinge o que está adormecido dentro do coração: a vontade de intimidade. Por viver em um universo cada vez mais concreto e impessoal, o homem se desliga, muitas vezes, da unidade de sua existência. Assim Lechuga, um quadro despretensioso, descoberto por uma despretensiosa visita, mostra que a existência do homem, no entanto, abarca sentidos múltiplos e únicos. O que não é, de fato, algo despretensioso.
2 comentários:
Era pra ter saído em algum jornal esse seu post :)
o///////////////////
pq vc nao faz um jornal virtual com esses posts sobre coisas atuais? o//
oi. puxa. que surpresa. fiquei emocionada com o texto. obrigada!
podemos falar mais depois.
prazer, marina
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